16/08/2018 - CNC     Twitter  Facebook  Google+  LinkedIn

O saldo entre aberturas e fechamentos de estabelecimentos comerciais com vínculo empregatício voltou a crescer entre janeiro e junho deste ano, com um incremento de 2.252 pontos de venda, mostra estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar de o resultado registrar o segundo semestre consecutivo de aumento e ser o maior saldo semestral desde a segunda metade de 2013 (+16,7 mil lojas), o tímido avanço expôs a perda de fôlego da economia e as incertezas quanto à materialização de investimentos por parte do setor.

Diante do atual cenário de lenta recuperação econômica e de cautela nos investimentos, a CNC reduziu sua previsão de abertura de 20,7 mil pontos de venda no varejo brasileiro para a 5,2 mil lojas ao fim deste ano. Para a Confederação, além das paralisações ocorridas no terceiro bimestre do ano, o fraco cenário do mercado de trabalho, a desvalorização do real, as pressões de custos impostas pelo ritmo mais acelerado de preços administrados e, principalmente, a elevada incerteza com relação ao cenário político são alguns dos principais fatores inibidores de investimentos.

 

“Apesar do saldo positivo de lojas ao longo dos últimos seis meses, o ritmo de expansão do número de pontos de venda pode ser considerado tão frustrante quanto a percepção de desaceleração no ritmo de atividade econômica”, diz Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação. A entidade projeta ainda alta de 4,5% no volume de vendas do setor – a previsão anterior era de 4,7%.

Hiper e supermercados se destacaram no 1º semestre

 

Dentre os principais segmentos, os hiper e supermercados se destacaram positivamente em números absolutos (+1.378), seguidos pelas lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (+841) e pelo ramo de vestuário (+782). Cabe ressaltar que a abertura de lojas ocorreu em 6 dos 10 segmentos do varejo. Por outro lado, estabelecimentos especializados em venda de materiais de construção foram os que mais fecharam as portas no semestre (-915).

Regiões
Regionalmente, a abertura de novos pontos de venda se difundiu por 11 das 27 unidades da Federação, com destaque para os Estados de São Paulo (+2.468), Santa Catarina (+852) e Minas Gerais (+340). Por outro lado, o Rio de Janeiro (-1.038) foi responsável por 45% dos fechamentos entre as unidades da Federação que registraram saldos negativos.

Contexto
A crise no varejo brasileiro teve início em 2014, quando as vendas encolheram pela primeira vez em 11 anos (-1,7% em relação ao ano anterior, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE). Nos dois anos seguintes, o quadro se agravou, com o comércio apurando perdas reais de faturamento de 8,6% e 8,7% em 2015 e 2016, respectivamente. Assim, o setor acumulou retração de 20% nos volumes de venda naqueles três anos. O saldo entre aberturas e fechamentos de estabelecimentos acompanhou, com alguma defasagem, a retração nas vendas, especialmente nos anos de 2015 e 2016 e no primeiro semestre do ano passado, quando o setor acumulou a perda de 226,7 mil pontos de venda em todo o País.

 

 








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