13/06/2018 - G1     Twitter  Facebook  Google+  LinkedIn

As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 1% em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou nesta quarta-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BGE). Trata-se da segunda alta seguida.

Já em relação ao desempenho de abril de 2017, o faturamento avançou 0,6%. Foi a 13ª alta consecutiva nessa base de comparação, embora a menos acentuada, em meio ao deslocamento do calendário da Páscoa para março, que exerceu influência negativa nas vendas de abril, segundo o IBGE.

Na comparação com dezembro de 2017, o ganho acumulado nos últimos quatro meses foi de 3%. Em 12 meses, a alta é de 3,7%, o que corresponde a um leve recuo frente ao ritmo registrado em março (3,8%).

Já a média móvel trimestral ficou em 0,7% e manteve o ritmo do trimestre anterior, encerrado em março (0,7%).

O resultado veio melhor do que o esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,60% na comparação mensal e de avanço de 0,55% sobre um ano antes.

Apesar da recuperação, a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, destaca que o comércio ainda não recuperou tudo que perdeu em 2015 e 2016 e que a greve dos caminhoneiros deve afetar o desemprenho do setor no 2º trimestre.

“Mesmo com a melhora observada nos meses de 2018, o comércio, na comparação ajustada sazonalmente, ainda se encontra 6% abaixo do ponto mais alto da série, que foi em outubro de 2014”

"A greve dos caminhoneiros vai bater em maio. Certamente haverá influência da greve no mês e a expectativa é que ela atinja todos os segmentos", acrescentou.

No primeiro trimestre, o consumo das famílias teve expansão de 0,5%, contribuindo para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil expandir 0,4% sobre os três meses anteriores. Entretanto, as contas sobre o crescimento da economia deste ano estão sendo reduzidas pelos analistas e já estão abaixo de 2%.

Setores
Na comparação com março, as vendas cresceram nas 8 atividades investigadas. As maiores altas foram em Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação" (4,8%), Combustíveis e lubrificantes (3,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,5%).

Variação do volume de vendas, por atividade:

Combustíveis e lubrificantes: 3,4%
Super e hipermercados: 1,5%
Tecidos, vestuário e calçados: 0,3%
Móveis e eletrodomésticos: 0,7%
Artigos farmacêuticos, med., ortop. e de perfumaria: 1,5%
Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,9%
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: 4,8%
Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas variou 1,3% em relação a março. Essa foi a 4ª alta consecutiva, o que gerou um ganho acumulado de 3,7% nesse período. Mas o indicador ainda está 11,5% abaixo do ponto mais alto da série, que foi registrado em agosto de 2012.

Vendas crescem em 14 estados
Na passagem de março para abril de 2018, as vendas cresceram em 14 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo (3,6%), Rondônia (2,8%) e Espírito Santo (1,8%), enquanto Pernambuco, Alagoas e Ceará registraram estabilidade (0,0%). O recuo mais intenso foi no Amazonas (-8,5%). 

 








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