13/06/2018 - cqcs     Twitter  Facebook  Google+  LinkedIn

Pesquisa feita pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) em parceria com o Instituto Ipsos e divulgada no IX Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, mostra que 43% dos brasileiros consultados veem necessidade de reforma da Previdência e que 49% acham que a reforma deve ser encaminhada pelo próximo presidente eleito da República.

O estudo da Fenaprevi-Ipsos também avaliou o entendimento dos brasileiros sobre a origem dos problemas da previdência. Apenas 15% dos entrevistados apontaram o modelo atual das aposentadorias e o envelhecimento da população como principais casas dos problemas do INSS.

A grande maioria das pessoas (75%) acha que o principal problema do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) é a corrupção, enquanto 15% culpam a forma como ele foi pensado e o envelhecimento da população.

Para o presidente da FenaPrevi a pesquisa mostrou uma mudança de percepção da população, porque antes a sociedade não tinha conhecimento da reforma da Previdência. “Hoje, quase todo mundo tem uma opinião sobre a reforma”, disse.

De acordo com ele, há um alto nível de desinformação, porque 51% das pessoas acreditam na sustentabilidade do sistema previdenciário. “Esse é um índice alto demais para o tamanho do problema que nós temos”, disse. “Há uma projeção de um deficit de R$ 200 bilhões (na Previdência). Hoje, a seguridade social consome 45% dos gastos públicos e, em menos de uma década, vai chegar a 60%”, completou Franco.

O presidente da FenaPrevi comparou aos gastos destinados à saúde e educação, que são menores que 15% do total do orçamento público federa. “Se (as despesas com Previdência) continuar crescente, dado as condições demográficas de envelhecimento da população, esse gasto vai tirar dinheiro de saúde, educação e infraestrutura e de tudo aquilo que o Brasil tanto precisa para continuar a crescer”, explicou.

Aposentadoria antes dos 65

Mesmo com a opinião majoritária de que as pessoas querem se aposentar antes dos 65 anos, 43% das pessoas afirmaram que vão continuar trabalhando por conta da dependência dos recursos. O levantamento mostra que 76% dos brasileiros vão precisar “totalmente” ou “muito” dos recursos, enquanto 18% dependeria “pouco” e 3% não precisa do montante.

Por isso, 60% dos entrevistados acreditam que os planos complementares de previdência são necessários. Segundo eles, os remédios (57%), plano de saúde (48%) e segurança (36%) são os gastos que mais preocupam.

Mesmo assim, Franco mostrou que há uma diferença entre o que é defendido e os comportamentos. A pesquisa revela que 43% das pessoas pretendem garantir o próprio sustento trabalhando na sua fase de aposentadoria. Na contramão, 18% espera usar recursos da poupança, previdência privada ou outros. Outros 5% afirmaram que terão suporte de famílias e 4% usarão investimentos em imóveis.

Além disso, a maioria dos entrevistados não sabe ou não respondeu qual será o valor a receber de aposentadoria (48%). Outros 22% responderam que terão entre 100% e 80% da renda atual. O estudo ouviu 1,2 mil pessoas em 72 municípios no mês de abril, com idades entre 16 anos e 60 anos ou mais.

Preparação para o futuro

Franco destacou que o Estado não terá capacidade de suprir o bem estar social da população, que está envelhecendo. Por isso, é necessário que as pessoas se preparem e se conscientize para a criação de uma poupança de longo prazo.

“A maioria das pessoas desconhece outras formas de proteção social e não supõe que haja alternativas a proteção que espera receber do Estado”, disse. “O Brasil é um país com uma cultura de poupança de longo prazo ainda em formação”, completou.

De acordo com o presidente da FenaPrevi, os próximos meses serão fundamentais para uma reflexão de temas que afligem a nação, dada a proximidade das eleições deste ano. Segundo ele, é preciso “buscar caminhos e saídas de obstáculos que obstruem o crescimento do país”. “A economia brasileira se recupera lentamente da mais grave crise econômica de sua história. O país tem pela frente dificuldades que, para serem superadas, exigem um envolvimento de todos os agentes econômicos e políticos”, ressaltou.








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