16/04/2018 - G1     Twitter  Facebook  Google+  LinkedIn

O nível de atividade da economia brasileira registrou pequeno crescimento em fevereiro, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (16).

O chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma "prévia" do resultado do PIB, registrou um crescimento de 0,09% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

A expansão foi registrada após queda de 0,65% (valor revisado) em janeiro deste ano.

Na parcial do ano, houve um crescimento de 1,80% e, em doze meses até fevereiro, aconteceu uma alta de 1,32%. Essas comparações foram feitas sem ajuste sazonal, consideradas mais apropriadas pelo BC.

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,6% mas, em 2017, a economia voltou a crescer, tendo registrado uma alta de 1%, o que interrompeu a recessão.

Para este ano, o mercado financeiro estima uma expansão do PIB de cerca de 2,8%. Nas últimas semanas, a projeção de analistas para o desempenho da economia no primeiro trimestre tem piorado. Para o governo, o crescimento será um pouco maior, ao redor de 3% em 2018.

PIB x IBC-Br
O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois é um pouco diferente - o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

Definição dos juros básicos da economia
O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Atualmente, a taxa Selic está em 6,5% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que recue para 6,25% ao ano em meados de maio.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

 








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