12/04/2011 - Berenice M. G. Areias     Twitter  Facebook  Google+  LinkedIn
Apesar de toda a movimentação, eventos e iniciativas relacionadas ao assunto, a regulamentação do microsseguro pelo governo federal, até o momento ainda não aconteceu.

Entretanto, o mercado segurador tem avançado a passos largos na direção de tornar realidade mais esse desafio.

Essa nova modalidade de seguro, objeto de evento realizado pelo Clube das Luluzinhas, em colaboração com a FUNENSEG, em maio de 2010, desperta um interesse imenso em todas as estruturas da sociedade, não somente pelo potencial de negócios expectado, mas também pelas oportunidades de novos empregos a serem gerados.
Os primórdios do segmento remontam à Índia, onde há cerca de quatro anos o produto foi inicialmente desenvolvido, atingindo aproximadamente 3 milhões de pessoas com o microsseguro de vida naquele país.
No Brasil, o assunto tem sido discutido desde 2003, no entanto, a iniciativa começou a tomar forma a partir de um projeto para educação financeira para comunidades carentes, com apoio financeiro, dentre outros, da Fundação Bill & Melinda Gates, que culminou no projeto Estou Seguro, implantado pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS) na sequência de acordo firmado entre a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização).
O projeto prevê a educação financeira do consumidor, enfocada no seguro, com treinamentos utilizando os meios de comunicação mais facilmente assimiláveis pelas comunidades carentes, incluindo, dança, teatro, etc., sendo visto como uma oportunidade de inserção social que resultará em novas oportunidades de emprego e renda para as comunidades.
Com o objetivo de beneficiar os públicos C e D, os desafios são muitos, destacando-se a desconfiança de pessoas sem instrução, sem conta bancária e, muitas das vezes, sem documentos e que nunca usaram seguro. Outro obstáculo importante a ser ultrapassado é o preço, por menor que seja, tendo em vista que o público alvo não dispõe de renda suficiente para atendimento das necessidades básicas, quiçá para contratação de seguros.
A pioneira em ofertar produtos nessa modalidade foi a Bradesco Seguros, ao lançar o Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro, desenvolvido exclusivamente para atender aos moradores da Favela Dona Marta, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Outras seguradoras, de um total de quatorze empresas integrantes do projeto, já seguem os passos, incluindo a Zurich Seguros, que, em parceria com o Banco Palmas, do Nordeste, especializado em microcrédito, lançou no ano passado o Palmas Microsseguro, seguro de vida com preço único de R$ 27,30 e cobertura de R$ 3 mil em caso de morte natural ou por acidente. Com a parceria, segundo um representante da seguradora, a meta é comercializar 30 mil apólices no intervalo de um ano.
A seguradora ACE também anunciou o lançamento de produtos específicos para moradores do Morro Dona Marta e deverão oferecer proteções sob medida aos moradores, com valores entre R$ 2,50 e R$ 7,00, segundo noticiado na imprensa.
Os estudos sobre a forma de comercialização indicam a necessidade de formação de profissionais especializados, sendo recomendado o treinamento de pessoas das próprias comunidades, como uma forma de garantir a confiança no produto. Outras alternativas analisam a figura do correspondente de microsseguro, similarmente aos correspondentes bancários, além da possibilidade de atuação das cooperativas de crédito.
Uma das primeiras pesquisas sobre esse novo mercado, realizada em 2003, constatou que, cerca de 80% das pessoas que trabalhavam por conta própria com renda mensal até R$ 1 mil nunca havia contratado seguro, embora de alguma forma tenha sido contratado crédito.
Em evento realizado em janeiro deste ano, o Sr. Eugênio Velasques, diretor executivo da Bradesco Vida e Previdência, citou o resultado de uma pesquisa recente, segundo a qual, mais de 7,5 milhões de famílias ingressaram na Classe C, entre 2003 e 2009, cujo potencial de consumo, somando as classes D e E, supera os R$ 260 bilhões.
Ainda de acordo com citação do Sr. Velasques, em matéria publicada pelo CQCS, nos próximos cinco anos, a participação do setor de seguros no PIB (Produto Interno Bruto) nacional passará dos atuais 3,5% para 7,5%. De acordo com ele, para atingir tal resultado, o mercado contará com a expressiva ajuda do microsseguro, para o qual está prevista a inclusão de até 100 milhões de novos clientes em 15 anos.
Nessa ordem de grandeza, não há porque permanecer aguardando a regulamentação prometida pelo governo brasileiro, as seguradoras brasileiras estão em campo, tornando realidade o que, para muitos dos futuros beneficiados, não passava de um sonho distante.

Berenice M. G. Areias - Conselheira do Clube das Luluzinhas, sócia da empresa Braservices – Serviços Técnicos de Riscos e Seguros Ltda., consultora e analista de riscos.





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