08/03/2016 - Márcia Marques Camacho      Twitter  Facebook  Google+  LinkedIn

Para o Dia Internacional da Mulher trago uma reflexão sobre o papel da liderança feminina nas empresas. Segundo um estudo publicado recentemente na “Women in Business 2015”, da consultoria Grant Thornton o número de mulheres em cargos de liderança no Brasil vem caindo consideravelmente nos últimos anos.  Estamos perdendo o pouco lugar que conquistamos? Atualmente, mais da metade das companhias do país (75%) não possui nenhuma mulher em cargos de diretoria, vice-presidência, presidência e conselho de administração. Educação dos filhos e apoio a família são apontados como os principais motivos  que atrapalham a chegada das mulheres aos cargos mais altos.


Educação dos filhos e apoio a família não deveriam ser preocupações de homens e mulheres igualmente?   Por que o futuro dos filhos de um casal acaba afetando apenas a carreira feminina?  


Com estas perguntas em mente, gostaria de compartilhar com as demais Luluzinhas um pouco da minha trajetória pessoal e profissional na tentativa de inspirar as novas gerações de mulheres a mudar um quadro que ainda é bastante desfavorável para nós. Faço isso, não por sexismo ou luta de classe, mas  porque acredito que a diversidade traz mais inovação, criatividade, além de ambientes de trabalho mais saudáveis com a consequência de melhores resultados.  Assim, resolvi pensar um pouco na minha própria trajetória e tentar trazer algumas respostas para mostrar para as mulheres, que desejam ter uma carreira, que é possível, sim, equilibrar vida pessoal e profissional. Aqui estão elas:
1.  Abra mão do perfeccionismo. A primeira coisa que precisei aprender para conciliar os papéis de mãe e executiva foi não traçar modelos inatingíveis, não almejar a perfeição. É impossível ser a melhor mãe do mundo, a melhor profissional, a melhor esposa, a mais sarada, a melhor aluna.  Ninguém dá conta de tantos papéis! Esperar que tudo saia perfeito é a melhor receita para o stress e consequente fracasso. Aprendi a ser perfeccionista com as coisas relevantes, com aquilo que é realmente importante para mim e para minha família.
2. Não se precipite em renunciar. Muitas mulheres  negam desafios,  oportunidades de trabalho ou promoções quando ainda estão pensando em ter um bebê. Teste antes de dizer não. Tente conciliar e só depois tome sua decisão. Claro que todo início de um novo trabalho ou novo cargo requer mais energia, mas com o tempo as coisas vão se acertando e as soluções surgindo.
Tive a sorte de ter uma ótima gravidez e trabalhei até o último dia. Nunca tive tanta energia em toda a minha vida. Minha primeira promoção foi  6 meses depois que voltei da minha licença maternidade. O período entre o desejo de ter um filho e a felicidade de ter o seu bebê de fato no colo pode ser de 1, 2, 3 ou mais anos. Ter uma gravidez normal também é a regra e não a exceção. Gravidez e crescimento profissional podem sim andar juntos.
3. Trabalhe em  parceria com o seu companheiro. Jamais teria chegado onde cheguei sem o apoio do meu marido. Somos um time. Quando tomei a decisão de retornar os estudos por mais 4 anos, com uma filha pré-adolescente em casa, ele abriu mão de qualquer atividade à noite para estar com ela.
Dividimos a atenção com as crianças, as responsabilidades, tudo. Aprendi também a controlar as críticas e a respeitar o jeito dele de fazer a comida, organizar a bagunça, etc.. E descobri que ele desenvolve várias atividades de forma muito melhor e cá entre nós, até muito mais interessante e divertida do que eu. Outro dia, pedi para ele estudar com a mais nova que está em fase de alfabetização, quando cheguei em casa, lá estava ele e ela cantando e dançando o abecedário da Xuxa. Dia desses, ele me veio com um projeto de limpeza e organização da casa em ciclo, que mantém a casa sempre limpa sem gastar um fim de semana inteiro limpando.

4. Ame muito o que você faz.  O passo mais importante na minha vida foi reconhecer que sou uma mãe melhor trabalhando. Simplesmente amo o que faço e meu trabalho. Você só consegue deixar seu filho em casa se você ama o que você faz. Meu trabalho me dá energia, me realiza, me entusiasma, me torna uma pessoa melhor, por consequência sou uma mãe melhor.

5. Opte por empresas que incentivem e valorizem a diversidade. A diversidade traz uma tensão criativa que gera melhores soluções, melhores conversas produtivas e que gera o progresso. Não apenas no ambiente de trabalho, mas em qualquer ambiente, afinal, nada mais assertivo que optar pelo equilíbrio. Como bem dizem os budistas, a felicidade está no caminho do meio.


Márcia Marques Camacho - Gerente de Operações da Smartia Seguros Online desde 2013, associada do Clube desde julho de 2009.

Tem por experiência a gestão comercial da Abolição Corretora de Seguros por 8 anos, tendo ingressado no mercado de seguros em 2001, como Account Manager da seguradora AGF Brasil Seguros. Atualmente, além da Gerência de Operações da Smartia, está arrolada na graduação da Escola Nacional de Seguros à noite, com previsão de término em Dezembro de 2016. Casada e mãe de Laura, hoje com 17 anos.






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